Por que sou gremista? 7 - Dezembro - 2009
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O Grêmio jogou muito! Honrou a camisa! Se o Flamengo ganhou, foi por merecimento, afinal, a gente não amoleceu pra eles! Por essas e outras q sou gremista!
Pra mim os torcedores que foram no aeroporto xingar o Grêmio por não ter entregue o jogo são uns imbecis. Não são gremistas, usam a camisa tricolor mas nem sabem o porquê. Afinal, antes de ser o principal rival do colorado, o Grêmio é um time gaúcho!
Todos sabemos o quanto somos “garfeados” em detrimento do futebol paulista e carioca. Todos assistimos a mídia (Globo) apoiando de forma acentuada o Corinthians, São Paulo, Flamengo, Palmeiras, etc… (Aliás, no primeiro gol do Flamengo, a falta do Adriano por obstrução com o braço direito foi clara!) E agora, quando temos a oportunidade de demonstrar a honra do futebol gaúcho, deveríamos abrir mão disso e entregar o jogo feito uns babacas?
O Grêmio cumpriu seu papel. Se não deu pra calar o Maracanâ, ao menos deu pra fazer Flamenguista chorar e temer o respeitado tricolor gaúcho. O Grêmio deu ao campeonato brasileiro uma final digna.
(E a propósito, como de costume, o colorado morreu na praia de novo. Hahaha!)
É isso que queremos? 24 - Novembro - 2009
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Reproduzo abaixo a coluna publicada na Zero Hora de segunda (dia 23), escrita por Tanise Dovskin – jornalista e mãe. Uma reflexão pertinente. Grifos meus.
Segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Esquecer de um filho?
Causou comoção a mãe que esqueceu a filha de seis meses dentro do carro em São Paulo na semana passada. A menina não resistiu e morreu depois de ficar cinco horas trancada sob um calor de aproximadamente trinta graus. Como uma mãe pode esquecer um filho em algum lugar? Eu não consigo entender.
Mas antes de julgarmos essa mulher, que com a culpa que vai carregar pelo resto da vida também morreu parcialmente, vamos pensar sobre a loucura que vivemos.
Fazemos de tudo para sermos a melhor mãe, a melhor esposa, uma dona de casa dedicada, uma profissional exemplar. Lutamos tanto pela igualdade de direito com os homens. E agora, é isso que queremos para nós? Mulheres cansadas, esgotadas, às vezes incapazes de estar com seus filhos durante vários dias?
Não acredito que essa mãe seja um monstro nem uma assassina. Os colegas de trabalho contaram que ela sempre foi uma mãe zelosa, preocupada com os filhos.
No dia fatídico, ela trocou a rotina e alegou à polícia que a mudança no itinerário teria causado o esquecimento.
No que será que aquela mulher pensava na hora que estacionou o carro e desceu para trabalhar? Nos prazos que ela tinha para cumprir? Na explicação que teria que dar ao chefe por estar atrasada? Em como conseguir uma promoção para dar uma vida melhor aos filhos? No jantar romântico que prepararia ao marido à noite?
Não podemos querer sermos mil ao mesmo tempo e deixar a vida escapar de nossas mãos. É melhor abdicarmos de alguma coisa para termos o resto mais completo.
Eu sei que nada justifica uma mãe esquecer-se de um filho. Não existe nada mais precioso que nossos filhos. Eu posso estar longe, fazendo mil outras coisas, mas minha cabeça vai estar sempre na minha filha.
Que essa tragédia familiar sirva para que a gente possa refletir e prestar mais atenção em nossos filhos.
Já faço esta reflexão há alguns anos, mas geralmente sou considerado retrógrado e machista. Fico feliz que uma profissional bem sucedida e conceituada esteja também preocupada com as possíveis consequências da loucura que vivemos. Não que seja comum que filhos morram por negligência e que os pais morram parcialmente junto com eles. Mas é comum morrermos parcialmente em função da negligência com a rotina que nos é imposta.
A sociedade se deteriora geração após geração com a falta da educação dada em casa pelos pais. Os pais se deterioram sob um stress com o qual não há como lidar. E poucos se dão conta de que este é um estilo de vida insustentável.
Sarnojo 20 - Agosto - 2009
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Ruy Barbosa era um homem a frente de seu tempo?
Ou será que nosso Senado está 100 anos atrasado?
"A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.
A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade"
RUY BARBOSA, em 1914
A propósito, Ruy Barbosa era Baiano… hehehe!
Alienados… 27 - Maio - 2009
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Um pouco do que chamou minha atenção sobre Dom Helder Câmara, que completaria seu centenário este ano. Um exemplo para a cristandade Caxiense da qual sou parte, escondida em falsa segurança, apegada ao luxo e ao conforto, alienada e “isenta” das condições precárias do mundo real.
Vivíamos anos de ditadura militar, e para escutar Dom Helder, era preciso ir à igreja ou visitá-lo no Palácio do Bispo, onde se recusou a morar. Ele pernoitava no anexo de uma igreja antiga, assistido por algumas monjas. Viveu a simplicidade e a singeleza de coração.
…Dom Helder havia regressado de Roma. Falava de Paulo VI, de suas depressões. Estava preocupado com a crescente secularização europeia e não sabia se era possível reevangelizar a Europa. Ele contou que, quando o papa perguntou o que fazer, respondeu: “Deixe o Estado do Vaticano e a Catedral de São Pedro. Vá viver como um pobre numa igreja singela, num bairro marginalizado, e a Europa perguntará pelo evangelho outra vez”.
Fonte: Revista Ultimato, jun/09
Igualdade significa ter menos 18 - Maio - 2009
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Nós temos consciência de que provavelmente “temos demais” enquanto outros “tem de menos”?
Temos consciência de que para haver igualdade social provavelmente precisemos estar dispostos a viver em um padrão de vida menos custoso, menos consumista, e menos confortável?
O que nós temos feito em relação a isto?
Segunda-feira, 23 de novembro de 2009 