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Abortei a vida dele… 28 - outubro - 2010

Posted by Marcos Reis in Autoria própria, Igualdade social, Opinião, Polêmica.
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Meu nome é J.L., tenho 23 anos, faço curso de pós graduação em Turismo.

Desde os 10 anos eu sou órfã de pai e mãe.

Semana passada meu irmão de 13 anos bateu a cabeça no fundo da piscina lá de casa e ficou tetraplégico.

Ontem eu matei ele.

O que foi? Porque você tá com essa cara?

Gente! Não me sinto preparada pra cuidar dele e não estou em um momento de vida que possa abrir mão de minha carreira pra cuidar desse guri! EU TENHO O DIREITO DE ESCOLHER!

E o aborto, é escolha da mãe?

*A história acima é fictícia.

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Comentários»

1. Dani - 28 - outubro - 2010

Meu Deus!! Onde vamos parar?
Só pode ser brincadeira neh?

2. Diego Amantino - 28 - outubro - 2010

Baita…
Eu tava discutindo com um colega de trabalho q eh doente do PT… Tem que vê só falam da vida da mãe, da mulher, “ah pq 300 mil mulher morrem por ano fazendo aborto ilegal” aí esquecem da pergunta mas e a criança? e a vida q já foi gerada ali?!

3. Lucas Cappelletti - 20 - dezembro - 2010

A legalização do aborto não envolve apenas a questão de estar, ou não, preparado para cuidar de um ser, é muito mais profundo do que isto. É uma questão de respeitar a decisão pessoal, pois no momento quem escolhe os fetos que serão ou não abortados é o estado. (Mulheres estupradas podem recorrer na justiça para ter uma autorização legal para o aborto). Logo abortos ocorrem legalmente e também ilegalmente.

O Feto; Sabemos que o feto não pode escolher, pois ele não tem consciência da situação, na verdade não possui um encéfalo desenvolvido (não apenas o encéfalo, mas também outros órgãos).
“Os fetos humanos não têm o direito à vida, pois estão fora da comunidade moral, e estão fora da comunidade moral porque não são pessoas. A comunidade moral consiste em pessoas, já que são elas que inventam os direitos morais e são capazes de respeitá-los.(texto de Richard Michael Warren, adaptado”

O estado; Se o estado tiver o direito de escolher quem aborta e quem não aborta podemos riscar boa parte do artigo quinto de nossa constituição, sem falar que seria um tremendo desrespeito a opinião e ao corpo das mulheres.

A Mãe; Sabendo que o feto é 100% dependente da mãe, deve-se respeitar a decisão pessoal de cada mãe, pois ela é a responsável. Em minha opinião a escolha é sim da mãe.

*Não estou dizendo que a escolha do aborto é correta. Apenas digo que quem tem que decidir abortar é a mãe e não o estado, pois abortos acontecem e vão continuar acontecendo legal ou ilegalmente.

Ótimo tema para debate Marcos.
Grande Abraço!

4. Marcos Reis - 20 - dezembro - 2010

Questionável o não direito à vida, de Richard Warren: se o direito à vida se limita à comunidade moral, e se a comunidade moral se restringe apenas a pessoas que tem capacidade cognitiva desenvolvida a ponto de inventar e respeitar os direitos morais, grande parte da população não tem direito à vida (em especial a população com alguma forma de retardo mental). Me parece um pensamento que poderia justificar inclusive um genocídio.

O feto é 100% dependente da mãe, assim como o bebê recém nascido e a criança pequena. O fato da dependência não dá poder de vida e morte. Traz responsabilidade, o que é diferente de poder.

Independente do que é ético ou não, legal ou ilegal, o fato é que muitas mulheres continuarão a abortar. O que não pode acontecer é o Estado ser conivente com esta decisão por motivos egocêntricos da mulher.

Muito se fala sobre responsabilidade social, e a maior expressão da responsabilidade social de uma mãe é o cuidado com seu filho. A partir do momento em que o Estado passar a regulamentar a irresponsabilidade, o efeito cascata será devastador.

Os argumentos do senso comum me parecem baseados nas ‘supostas’ necessidades da mãe, e não em suas ‘reais’ necessidades. Tem esse vídeo aqui que passa um pouco da ideia e um texto na sequência em que apresento melhor minha opinião sobre o tema: “Devo dizer pra ela abortar?” (https://mmaarrccooss.wordpress.com/2010/03/10/devo-dizer-pra-ela-abortar/)

5. Lucas Cappelletti - 22 - dezembro - 2010

Efeito cascata? Então o estado deveria condenar o álcool, o tabaco, cafeína…
O estado libera, mas não se posiciona a favor do consumo dessas mercadorias, nem contra. Se o estado legaliza o aborto, não quer dizer que o estado concorda com o aborto, mas sim que o estado deixa essa responsabilidade com cada mãe. >É extremamente coerente ser contra o aborto, mas a favor da liberação.<<

Se a teoria de Warren poderia ser usada como desculpa para um genocídio, a teoria de que o aborto é uma decisão do estado (ignorando o livre arbítrio da mãe) poderia ser usada para justificar uma ditadura.

Abraço.

6. Lucas Cappelletti - 22 - dezembro - 2010

Efeito cascata? Então o estado deveria condenar o álcool, o tabaco, cafeína…
O estado libera, mas não se posiciona a favor do consumo dessas mercadorias, nem contra. Se o estado legaliza o aborto, não quer dizer que o estado concorda com o aborto, mas sim que o estado deixa essa responsabilidade com cada mãe. >É extremamente coerente ser contra o aborto, mas a favor da liberação.<<

Obs: Se a teoria de Warren poderia ser usada como desculpa para um genocídio, a teoria de que o aborto é uma decisão do estado (ignorando o livre arbítrio da mãe) poderia ser usada para justificar uma ditadura.

Abraço.

7. Lucas Cappelletti - 22 - dezembro - 2010

Cara, eu não estou conseguindo enviar o meu comentário corretamente, está dando erro eheheheh, podes apagar estes dois de cima e este aqui também, vou mandar em partes.
Abraço

8. Lucas Cappelletti - 22 - dezembro - 2010

Efeito cascata? Então o estado deveria condenar o álcool, o tabaco, cafeína…
O estado libera, mas não se posiciona a favor do consumo dessas mercadorias, nem contra. Se o estado legaliza o aborto, não quer dizer que o estado concorda com o aborto, mas sim que o estado deixa essa responsabilidade com cada mãe. < Este é o ponto chave da minha posição sobre a questão do aborto, não estou dizendo que o aborto é certo ou errado, apenas digo que não é uma decisão que o estado deva tomar, e sim a mãe.

9. Lucas Cappelletti - 22 - dezembro - 2010

*Abortar é certo ou errado? Eu realmente acredito que não exista uma verdade absoluta para esta resposta; Não existindo uma verdade absoluta sobre a questão, cada pessoa vai responder esta pergunta sob influência de sua cultura, tornando a resposta 100% pessoal. Logo isso cabe a cada um de nós, e não ao estado. Como eu já disse, se o estado liberar o aborto ele não vai responder esta pergunta por nós, mas sim nós, individualmente, responderemos está pergunta.

>>É extremamente coerente ser contra o aborto, mas a favor da liberação.<<

10. Lucas Cappelletti - 22 - dezembro - 2010

Obs: Se a teoria de Warren poderia ser usada como desculpa para um genocídio, a teoria de que o aborto é uma decisão do estado (ignorando o livre arbítrio da mãe) poderia ser usada para justificar uma ditadura.

Abraço.


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