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Tá de bobera?! 19 - novembro - 2007

Posted by Marcos Reis in Autoria própria, Filmes, Humor, O homem e Deus, Opinião, Política.
4 comments

 bope

Mais do que o sarcasmo cômico do Cap. Nascimento, e que e a intensidade com que o BOPE faz justiça, o que realmente me chamou a atenção no filme Tropa de Elite foi a necessidade de integridade e macrovisão. Achei o máximo as cenas de discussão na faculdade e quando o Matias avacalhou a passeata pela paz! Sem macrovisão a hipocrisia e a ignorância imperam!

Não sei como aplicar na prática a graça aliada à justiça para um traficante na situação corrupta onde se desenrola a trama – infelizmente não só a trama do filme… No meio de tanta corrupção, quando surge algum lampejo de justiça o anseio pelo justo me deixa um tanto maquiavélico. Não tive pena alguma do Baiano (“12 na fuça dele Matias”!). Sim, tá errado, mas minha mente pequena não concebe a idéia de graça e justiça juntas nessa situação. Porém…

… porém, veja o dilema e a situação emocional na qual se encontra o cap. Nascimento ao ser pai ao mesmo tempo em que praticamente sentenciou a morte do guri fogueteiro e ficou cara a cara com a mãe do menino. Talvez a gente só entende a necessidade da graça “quando a água bate na nossa bunda”… Para os que parecem estar “secos”, resta a fé.

“Ou é corrupto, ou se omite, ou vai pra guerra”. Fiquei incomodado por me omitir ao conviver “de boa” já há algum tempo com amigos que curtem enrolar um baseado. Não sou “corrupto”, mas também não “vou pra guerra”. E crentes, não me venham com desculpa de graça e evangelismo! Justiça também faz parte do pacote e uma hora ou outra tem que aparecer!

O filme é uma raridade ao passo em que rema contra a maré do pós-modernismo. Os valores e os interesses pessoais são colocados cada um em seu devido lugar. Isso tudo é muito bem ilustrado pela realidade do mundo real, dos problemas reais, não do nosso “mundinho Disney” e seus “problemas”.

A melhor cena pra mim é quando o cap. Nascimento esfrega a cara do playboy drogado no buraco aberto pelo tiro no peito do traficante recém morto e fala mais ou menos assim:

– Coloca a cara aí. Colca a cara aí! Tá vendo isso? Tá vendo esse buraco aí? Quem matou esse cara? Quem matou esse cara aí?!
– Eu não ví…
– Você não viu?! Claro que viu! Me diz! Me diz!
– Foi… Foi um de vocês… (Chorando)
– “Um de vocês” o @#$@#%! Um de vocês” o $#%#$¨! Você matou esse cara aqui! Seu idiota! É você quem ajuda a financiar esta #$#¨#$&#. Seu @#@#%#, seu @#%#$%#, toda essa @$#%#@$% acontece por sua causa! A gente sobe aqui pra arrumar essa bagunça que você faz seu @#%@#$%#@$! (esbofeteando o rapaz)

Aí se tem uma cena que caracteriza o filme: imagens fortes, muitos palavrões, mas por trás disso a intensa crítica à visão social míope, à situação delicada na qual o soldado é posto, um alerta de quem são os reais culpados pela situação e esses sendo conscientizados de uma forma nada suave.

Pra terminar, sabem qual o novo cúmulo da ignorância e da hipocrisia? Comprar o DVD pirata do Tropa de Elite, assistir fumando um baseado e chorar no final. Hehe!


Leia sobre o show dos Engs. do Hawaii em Caxias no Armazém da Notícia!
Eu fui, compartilho da opinião do Dini e só faço um adendo: faltou tocar “Outras Frequências”, minha preferida, hehe! Quem quiser pode comentar sobre o sobre o show aqui tbm!