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Razões para acreditar? Ou para se acomodar? 7 - junho - 2011

Posted by Marcos Reis in Autoria própria, Citações, Igualdade social, Opinião, Polêmica, Política.
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Não gosto da propaganda da Coca-Cola sobre “razões para acreditar”. A música é ótima e os números são bonitinhos. Só.

Os maus podem até ser a minoria, mas estão em ação. Então, de que adianta os bons serem a maioria se ficarem inertes?

Baseado em um estudo sobre o mundo atual…

40Para cada pessoa que diz que as coisas vão piorar existem 100 casais planejando ter filhos. E daí?! Cadê o nexo entre os fatos? A verdade é que enquanto casais planejam ter filhos, existem centenas de crianças abandonadas ou em situação de risco. Isso sim tem nexo, isso é relevante e real.

Para cada corrupto existem 8 mil doadores de sangue. Acontece que a ação de um único corrupto (tipo um Palocci) prejudica a vida de milhões de pessoas! E, diga-se de passagem, os bancos de sangue continuam vazios… Cadê o pessoal “sangue bom”?

Enquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alumínio são recicladas no Brasil. E qual a situação das pessoas que passam o dia catando essas latinhas? E dos filhos dessas pessoas? Tá todo mundo numa boa, tomando Coca e cantando afinado no fim do dia?

post_china2Para cada tanque fabricado no mundo são feitos 131 mil bichos de pelúcia. A maior parte desses bichos fofinhos são feitos na China, por pessoas que possivelmente trabalham em condições tão precárias que beiram a escravidão.

Na internet, amor tem mais resultados que medo. Ah, q legal esse mundo virtual! E nas nossas ruas, as pessoas andam se amando ou se temendo?

Para cada arma que se vende no mundo, 20 mil pessoas compartilham uma Coca-Cola. Bonito. E irrelevante. Tomar Coca é gostoso, mas irrelevante pro mundo.

Não quero ser o pessimista ou o terrorista, mas não dá pra acreditar que nosso mundo tá tão bonitinho assim. Ele pede com urgência por ações que tragam esperança, não para confortar, mas para transformar.

O video é uma faca de dois gumes: pode tanto motivar aqueles (poucos) que tem feito algo em prol do próximo, quanto servir de desculpa para aqueles (muitos) que estão acomodados.

Fica o alerta.

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Abortei a vida dele… 28 - outubro - 2010

Posted by Marcos Reis in Autoria própria, Igualdade social, Opinião, Polêmica.
10 comments

cadeira

Meu nome é J.L., tenho 23 anos, faço curso de pós graduação em Turismo.

Desde os 10 anos eu sou órfã de pai e mãe.

Semana passada meu irmão de 13 anos bateu a cabeça no fundo da piscina lá de casa e ficou tetraplégico.

Ontem eu matei ele.

O que foi? Porque você tá com essa cara?

Gente! Não me sinto preparada pra cuidar dele e não estou em um momento de vida que possa abrir mão de minha carreira pra cuidar desse guri! EU TENHO O DIREITO DE ESCOLHER!

E o aborto, é escolha da mãe?

*A história acima é fictícia.

Devo dizer pra ela abortar? 10 - março - 2010

Posted by Marcos Reis in Autoria própria, Citações, Opinião, Polêmica.
1 comment so far

Me arrisco a postar um texto mais longo, com um conteúdo polêmico e refletir sobre ele em um meio público. Qualquer caso de aborto é polêmico e envolve uma triste história. Porém sugiro 10 reflexões…

1. Se o aborto é a solução apenas para manter o status quo da rotina da mãe ou da estrutura familiar, é um ato de egoísmo.

2. Se o aborto é realizado em detrimento de questões financeiras, caracteriza uma inversão dos valores básicos da vida.

3. Se a mãe está preocupada com a vida futura do bebê, não é coerente que ela o impeça de viver.

4. Se o aborto é a solução para aliviar a culpa da mãe por um ato que ela poderia ter evitado, ele caracteriza um ato de egoísmo da mãe.

5. Para a infelicidade da mãe (mas para uma atitude coerente com a ética), se um filho gerado atrapalha os objetivos de vida da mãe, os objetivos não deveriam ser realinhados em detrimento da vida da criança?

6. Deve-se cuidar da mãe que aborta no sentido de tratar os possíveis traumas físicos e psicológicos da prática do aborto além de conscientizá-la sobre métodos contraceptivos.

7. Até que ponto é ético que alguém receba dinheiro pago pela mãe para realizar um aborto? Se a mãe foi injustiçada no ato da concepção, ela é novamente injustiçada por pagar por um ato que não é culpa dela. E quem recebe esse dinheiro pode ser considerado um ser ético?

8. A questão da legalidade ou ilegalidade do aborto não necessita de amparo da cultura religiosa. Não é produtivo abordar o tema aborto partindo de valores religiosos. Qualquer valor estritamente religioso é discutível.

9. Se a proibição do aborto numa gravidez em cirunstâncias normais é um ato de desrespeito com o corpo da mulher, o que dizer da legalização do aborto em desrespeito ao corpo do feto?

10. Em caso de abuso, estupro e real risco de vida para a mãe, cabe dar à mãe a chance de uma escolha. Esta escolha já está prevista em lei.

Sugiro refletir sobre o tema do aborto à luz do infanticídio de meninas na Índia¹, e de crianças em alguns povos indígenas no Brasil². Também sugiro assistir a um contraponto impactante do vídeo acima: “Gianna Jessen – Sobrevivente de um aborto (parte 1)”.

1 – As meninas que não nasceram (Notícias IPS) e Mulher indiana: vida de sacrifícios (extraído da Revista Portas Abertas, Vol 28, Nº3).

2 – Campanha Contra o Infanticídio Indígena (Video de hakani.org)